Tratamento Cirúrgico de Fratura do Dente do Epistrofeu (C2)

Este caso de estudo detalha o tratamento bem-sucedido de uma fratura do dente do epistrofeu (C2), tratado pelo Dr. Martin Lorenzetti através de fixação com parafuso cervical. Este procedimento foi realizado para corrigir uma fratura instável da vértebra C2, garantindo a recuperação rápida e completa do paciente. Para mais informações sobre esta patologia, os seus sintomas, diagnóstico e tratamentos, consulte o artigo principal sobre a fratura do dente do epistrofeu (C2) disponível aqui.

Histórico do paciente e diagnóstico inicial

O paciente, com mais de 80 anos e completamente independente, sofreu uma queda que resultou numa forte dor no pescoço. Após o acidente, foi aplicado um colar cervical mole e realizada uma ressonância magnética para avaliação detalhada da lesão.

A ressonância revelou um traço de fratura na segunda vértebra cervical (C2), também conhecida como vértebra do eixo. A lesão foi identificada como uma fratura do dente do epistrofeu, visível como uma linha escura (hipointensa) na imagem de ressonância, indicando separação parcial da parte superior do dente do epistrofeu.

Imagem 1: Ressonância magnética da região cervical – Fratura visível na vértebra C2.

Imagens Complementares e Confirmação do Diagnóstico

Para uma análise mais detalhada, foram obtidas imagens adicionais em planos sagitais e coronais. Estas imagens mostraram com clareza o traço de fratura e a separação do dente do epistrofeu da restante estrutura da vértebra C2.

  • As imagens sagitais confirmaram a fratura do dente do epistrofeu, revelando o traço escuro que atravessa a apófise odontoide.
  • As imagens coronais demonstraram a articulação entre a primeira e segunda vértebras cervicais e o desalinhamento causado pela fratura.

Imagem 2: Imagem sagital mostrando o traço de fratura na vértebra C2.
Imagem 3: Imagem coronal mostrando a articulação entre as vértebras C1 e C2 e o traço de fratura.

Plano Cirúrgico e Procedimento Realizado

Dada a gravidade da fratura e o risco de compressão da medula espinhal, foi decidido realizar uma cirurgia através de abordagem anterior cervical (submandibular).

Objetivo do procedimento:

  • Introduzir um parafuso cervical de dupla rosca através da via anterior, ultrapassando o traço de fratura e ancorando a parte fraturada do dente do epistrofeu.
  • Reposicionar e estabilizar o dente do epistrofeu, eliminando o risco de compressão da medula espinhal e garantindo a fixação completa da fratura.

Descrição do procedimento:

  • Foi feita uma incisão na região submandibular para acessar a vértebra C2.
  • O parafuso foi cuidadosamente posicionado, atravessando o traço de fratura e ancorando a parte superior do dente, puxando-a para baixo para garantir estabilidade total.
  • O procedimento foi realizado sem complicações, proporcionando fixação imediata da fratura.
Imagem 4: Tomografia computorizada mostrando a fixação do parafuso cervical na vértebra C2.

Resultados Pós-Cirúrgicos

A cirurgia foi um sucesso absoluto, garantindo uma fixação firme e permanente da fratura do dente do epistrofeu. Durante a consulta pós-operatória, o paciente apresentou:

  • Mobilidade normal do pescoço, incluindo rotação lateral completa.
  • Ausência de dor ou desconforto na região cervical.
  • Função neurológica totalmente preservada, sem sinais de compressão medular.
  • Capacidade de retomar as atividades diárias de forma independente e sem limitações.

Apesar da idade avançada, o paciente demonstrou recuperação completa e uma excelente qualidade de vida.

Imagem 5: Imagem pós-operatória confirmando o sucesso da fixação do parafuso.

Conclusão

Sobre

Médico especialista no diagnóstico e terapêutica dos distúrbios de cabeça, pescoço e costas. Nos últimos anos, tenho procurado cultivar a relação médico-paciente, de forma a proporcionar um melhor acompanhamento na recuperação da qualidade de vida dos meus pacientes.

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